Juros Bancários

O que são juros bancários? Segundo a definição, podemos afirmar que juros bancários são o valor acrescentado a um capital aplicado durante um certo período temporal. Simplificando este conceito, podemos afirmar que os juros bancários são o custo do dinheiro.

Ou seja, quando solicitamos um empréstimo bancário, temos que suportar um custo associado, que será o lucro da entidade que concedeu o empréstimo. Esse custo é, em parte, formado pelo juros bancários.

Sempre que realiza o pagamento de qualquer tipo de crédito bancário, terá que suportar também o custo dos juros. Assim, o valor que irá realmente pagar será constituído pela mensalidade que ficou estipulada no contrato, mais o valor dos respetivos juros.

Por outro lado, quando o cliente tem um produto financeiro – pode ser um depósito a prazo, obrigações, etc – irá receber o valor que investiu e ainda os juros. Nestas situações, os juros bancários representam o lucro que o cliente irá receber.
Analisando o assunto por esta perspectiva, é fácil concluir que os juros bancários representam um somatório ao valor inicial. Este somatório pode representar lucro, ou custo, conforme o tipo de operação em causa.

Os juros bancários são apresentados sob a forma de percentagem, podendo ser segmentos de diversas formas, dependendo por exemplo do método de pagamento ou do método de cálculo.

Os Juros Bancários e o Banco de Portugal

A partir de 2011, o Banco de Portugal passou a monitorizar os juros bancários praticados nos depósitos. Esta alteração teve como principal intuito evitar situações que pudessem comprometer a saúde financeira dos bancos.

Assim, no mês de junho de 2011, o Banco de Portugal informou todos os bancos a operar em território nacional, relativamente à obrigatoriedade de enviarem a informação sobre todos os depósitos existentes com juros superiores em três pontos percentuais à Euribor aplicada ao período de cada aplicação.

Para conseguirem captar os capitais que lhes estavam a escapar nos mercados internacionais, diversos bancos portugueses estavam a aumentar a remuneração nos depósitos a prazo.

A subida dos juros bancários nos depósitos ocorria a um ritmo preocupante, que poderia colocar algumas das instituições bancárias, o que teria repercussões em todo o sistema financeiro do país.

Assim, por forma a impor limites e garantir a sustentabilidade do tecido bancário nacional, o Banco de Portugal viu-se obrigado a monitorizar de forma apertada os juros bancários.

Juros Simples e Juros Compostos

Os juros bancários podem ser de dois tipos: simples ou compostos.

Nos dias que correm, os juros simples são os mais utilizados. Nos produtos financeiros com juros simples, o valor acrescentado não é imediatamente somado ao capital inicial. O seu valor, é entregue ou cobrado ao cliente de forma separada.

Pelo contrário, os juros compostos são somados desde logo ao capital inicial. Assim, este valor continua a crescer sistematicamente sempre que ocorre uma nova cobrança ou entrega.

Os juros compostos são especialmente apetecíveis no caso das aplicações bancárias, uma vez que permitem que logo desde o primeiro ciclo de juros, o cliente possa recepcionar juros sobre os juros.

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